domingo, janeiro 29, 2006

Crítica cinematográfica

Filme inspeccionado: As Crónicas de Nárnia.
Filme muito, muito interessante, apreciei muito a sua visualização. Claro que não é, de longe, tão bom como arrancar as próprias unhas com um alicate, ou espetar um garfo no olho, mas foi muito bom.
Estava relutante a princípio, mas ao sentir a atmosfera na sala de cinema senti que iria estar perante uma obra cinematográfica de valor tal que as minhas meras palavras não o conseguiriam descrever. No entanto vou tentar, apesar de qualquer um dos trinta ou quarenta miúdos entre os 5 e os 9 anos que me faziam companhia na dita sala o poderiam fazer muito melhor, visto que já deveriam estar familiarizados com o enredo da película, pois os pequenos diabretes não conseguiram estar 2 minutos sem atirar palpites sobre o que se iria passar ou informar os outros espectadores aquilo que todos já tinham observado, ou fazer as traquinices que esses adoráveis anjinhos tanto gostam de infligir à minha pessoa. Eu adoro criancinhas...presas numa jaula, numa masmorra, é claro.
Mas adiante com a crítica. Não tenho muito a dizer sobre os eventos que atiraram os quatro protagonistas para dentro de um guarda-roupa, levando-os para um reino mágico longínquo onde o tempo decorria de forma diferente. Vou então apenas atentar a certas cenas que me chamaram a atenção.
Numa das cenas, três dos protagonistas correm desalmadamente de lobos falantes (e com humor negro, veja-se) para cima dum rio gelado, que devido à presença dos nossos intérpidos heróis começa a descongelar, talvez devido à aura emanescente de tais figuras herculianas (grupo constituído por um rapaz medricas de, digamos, 13 anos, seguido de sua irmã de semelhante idade e de outra irmã que aparentava cerca de 5 anos ou 6), o que faz que estes caiam na água gélida, ficando obviamente, molhados até aos seus pequenos ossos ainda em crescimento. Claro está que, se uma pessoa, digamos um adulto de estatura normal, após sair de água gélida, com toda a sua roupa molhada para uma floresta envolta em neve, continua a sua aventura sem o mínimo esforço nem, sei lá, o raio de uma pneumonia, uma hipotermia, uma constipação. Não será preciso dizer então que para os nossos heróis foi como uma dia na praia.
Muita acção deveras interessante depois, que não pode ser difundida neste blog não merecedor de tais escritos, uma luta entre Bem e Mal inicia-se. O líder nato dos Bons, um leão falante, tinha sido sacrificado mas eis que volta em todo o seu esplendor com uma boa duma desculpa esfarrapada para poder arrancar a cabeça à Bruxa mázona (cena que evidentemente não é mostrada), após esta ter ficado a olhar para a entrada em grande do felino mesmo estando em combate com um dos nosso protagonistas que, claro, não querendo perder o espectáculo também não atacou.
Muitas criaturas caíram vítimas do enorme poder da Bruxa, que consistia em congelá-los, visto que era uma Bruxa do elemento Água e tal, porém voltaram à vida graças ao bafo do leão que se revelava curto, uma vez que a exposição prolongada ao hálito do bicho deveria trazer morte imediata. Pensava eu que os Maus pudessem ganhar, tendo a Bruxa a sua última cartada, um pacote de Mentos, de modo a destruir tal vil arma do leão, mas mesmo que tivesse a gulosa preferiu morrer a desperdiçá-los com o bichano. E basicamente, viveram feliz para sempre.
Espero que lhes tenha agradado e lhes seja útil para quando ponderarem a escolha do filme a assistir, recomendo este mesmo às pessoas que não tenham sentido o meu sarcasmo pulsante neste post.
Sem mais,
Wrongroad